Em um dos vídeos, uma rodovia aparece praticamente coberta pelo granizo, deixando o asfalto escondido sob uma camada de gelo.

Mais do que o tamanho das pedras, a quantidade chama atenção nas imagens. Segundo o geógrafo William Borges, uma frente fria que atuava sobre o Sudeste aumentou a umidade na região e criou condições favoráveis à formação de tempestades.
Não precisa ser grande para causar estrago
A imagem de uma rodovia tomada pelo gelo também mostra outro aspecto do fenômeno: a chuva de granizo não precisa ter pedras grandes para causar prejuízos.
Segundo William Borges, os danos dependem de fatores como o tamanho das pedras, a velocidade da queda, a presença de rajadas de vento, a duração da tempestade e a extensão da área atingida.
Na zona rural, os prejuízos podem ser especialmente altos. O granizo pode rasgar folhas, quebrar ramos, derrubar flores e frutos e atingir plantações recém-implantadas.
Quando a quantidade de gelo é muito grande, até pedras menores podem causar danos devido à intensidade e à concentração da precipitação.
Nas cidades, telhados e coberturas mais frágeis estão entre as estruturas que podem ser atingidas. Carros, placas e outras estruturas leves também podem sofrer danos.
Há ainda um efeito que pode aparecer depois que a tempestade passa: o acúmulo de gelo no chão. O excesso pode obstruir temporariamente bueiros e sistemas de drenagem e aumentar o risco de alagamentos.
Para o geógrafo, o volume de granizo registrado em Araxá é importante para entender o potencial de estragos. Uma precipitação muito concentrada, espalhada por uma área extensa e acompanhada de rajadas de vento, pode causar danos relevantes mesmo sem pedras grandes.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/z/6zoGr4RtSGISS0akA7Lg/design-sem-nome-6-.png)
Geógrafo ressalta que mesmo sendo pedras pequenas, volume de granizo pode causar preju — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por: G1