De acordo com informações da Polícia Civil, a ocorrência foi registrada pela Polícia Militar no domingo (25), no bairro Nossa Senhora da Abadia. A responsável pela instituição foi levada para a delegacia, ouvida e autuada, a princípio, pelo crime de maus-tratos. Em seguida, ela foi encaminhada ao sistema prisional.
Segundo apuração da TV Integração junto à Polícia Civil, o Conselho Tutelar acompanhou os procedimentos, e a perícia oficial realizou os trabalhos no local. O caso segue sob investigação em segredo de justiça.
A decisão judicial foi assinada pelo juiz da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Uberaba, Marcelo Geraldo Lemos. Entre as medidas determinadas estão o afastamento da responsável pela instituição e de outros envolvidos na rotina da entidade.
Prefeitura assume gestão provisória
Em nota, a Prefeitura de Uberaba, que assumiu a gestão provisória do espaço, informou que acompanha a intervenção desde o primeiro momento e destacou que não mantinha parceria, convênio ou vínculo de execução direta com a Abrace.
Conforme o Executivo municipal, a decisão judicial aponta que a instituição atuava de forma incompatível com normas técnicas e jurídicas para serviços de acolhimento e atendimento em saúde mental, sem estrutura formal adequada para a atividade exercida.
As secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Saúde passaram a atuar de forma integrada para garantir assistência aos acolhidos. Segundo a Prefeitura, os adolescentes recebem acompanhamento técnico, suporte psicossocial e atendimento em saúde.
Acolhidos são reavaliados
A secretária municipal de Saúde, Valdilene Rocha, informou que todos os adolescentes estão sendo reavaliados no Caps Infantojuvenil (Caps-IJ) por uma médica psiquiatra. Três deles permanecem sob cuidados médicos.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social acompanha o caso no local desde, monitorando as medidas emergenciais adotadas para proteção dos adolescentes.
A Guarda Civil Municipal também presta apoio na segurança dos servidores envolvidos na operação e dos menores acolhidos.
Ainda conforme a Prefeitura, os municípios de origem dos adolescentes serão comunicados para reavaliação individual dos casos e possível retorno dos jovens às cidades de origem. Caso seja feita essa transferência, haverá acompanhamento da rede socioassistencial e observação das medidas protetivas necessárias.
Por: G1