O motorista, um homem de 38 anos, afirmou aos agentes que comprou o automóvel em agosto de 2025, após ver um anúncio em uma plataforma digital. Segundo ele, o pagamento total de R$ 223 mil foi feito em duas partes: R$ 160 mil via Pix e R$ 73 mil em dinheiro.
"O flagrante ocorreu após uma abordagem de rotina. Os agentes consultaram o sistema e descobriram que um veículo com a mesma placa havia sido abordado pela PRF no Mato Grosso apenas seis dias antes, onde a originalidade foi confirmada", explicou o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Ronaldo Bastos.
Motorista foi autuado pela condução do veículo adulterado
De acordo com a PRF, durante a verificação, os agentes identificaram sinais de adulteração nos elementos de identificação da caminhonete de modelo de alto padrão.
Diante da situação, o veículo foi recolhido ao pátio da Polícia Civil e o homem foi conduzido, a princípio, pelo crime de condução de veículo adulterado.
🔍 O crime de condução de veículo adulterado ocorre quando uma pessoa dirige um veículo que teve sinais identificadores alterados, como placa, chassi ou número do motor, com o objetivo de esconder sua origem, geralmente ligado a furtos, roubos ou clonagem, e, mesmo que o condutor alegue desconhecer a adulteração, ele pode responder criminalmente se ficar comprovado que agiu com negligência ou deveria ter percebido a irregularidade.
A PRF orienta que, ao comprar um veículo usado, o consumidor deve sempre verificar a procedência. Também é importante desconfiar de ofertas muito vantajosas e realizar vistorias antes de concluir a compra, para evitar prejuízos financeiros e possíveis problemas legais.
"Este caso serve de alerta sobre os riscos de 'ciladas' no mercado de automóveis, demonstrando que mesmo vistorias básicas podem falhar diante de clonagens profissionais", ressaltou o Inspetor da PRF.
O que fazer em casos como esse?
O inspetor da PRF Ronaldo Bastos orienta que consumidores desconfiem de preços muito abaixo do mercado, evitem pagamentos em dinheiro e priorizem transações por meios rastreáveis. Também recomenda a realização de vistoria cautelar em empresas especializadas e a verificação do histórico do veículo em concessionárias.
Outro ponto destacado é nunca transferir valores para terceiros: o pagamento deve ser feito exclusivamente ao proprietário que consta no documento. O inspetor reforça que, se o veículo for produto de crime, ele será apreendido, e o comprador pode perder todo o dinheiro investido.
Por: G1