Conforme apurado pela TV TEM, são 21 mandados de prisão temporária e 52 mandados de busca e apreensão cumpridos nos municípios de Catanduva, Paraíso, Pindorama, São José do Rio Preto e Severínia (SP).
A polícia também pediu o bloqueio de contas bancárias, bens e imóveis dos investigados. Ainda segundo a investigação, 278 veículos ligados ao esquema já foram identificados, com valor estimado em mais de R$ 22,6 milhões.
A análise financeira também apontou movimentações em 139 contas bancárias, que somam mais de R$ 129 milhões no período investigado.
A investigação busca apurar crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro na fraude. Entenda o crime abaixo.
De acordo com a polícia, a quadrilha fazia o uso de empresas “laranjas”, sendo que funcionários eram recrutados para formalizar contratos de financiamentos de veículos de alto valor, sem o devido pagamento.
O grupo agia ao conseguir financiamento de forma fraudulenta para compra de veículos. Depois, escondia os carros para evitar a apreensão durante processos judiciais e, em seguida, negociava com os bancos a quitação das dívidas por valores muito abaixo da dívida, aproveitando a dificuldade das instituições em recuperar os bens.
Após a retirada das restrições, os veículos eram revendidos pelo valor total de mercado, o que gerava alto lucro ilegal e prejuízos ao sistema financeiro. As investigações apontaram que os integrantes do grupo também usavam intimidação e violência para manter o esquema.
Segundo a polícia, agentes contratados por bancos para localizar veículos foram agredidos, e oficiais de Justiça chegaram a ser ameaçados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Por: G1