A equipe de resgate chegou ao local por volta das 13h e encontrou os dois animais silvestres deitados sobre a rodovia. A suspeita inicial é de que a fêmea adulta tenha sido vítima de atropelamento. O filhote, que permanecia abraçado ao corpo da mãe, estava aparentemente saudável.
Segundo o médico veterinário Márcio Bandarra, que analisou o animal por meio de imagens, o filhote tem idade estimada entre 6 e 8 meses. Nessa idade, o animal já sobrevive com alimentos sólidos, se alimentando de formigas e cupins, não precisando do leite materno.
O especialista ainda explicou que não foi possível identificar o sexo do tamanduá.
O g1 questionou o veterinário sobre o comportamento do filhote de permanecer agarrado à mãe mesmo após a morte dela. Ele explicou que esse tipo de situação é comum em casos de atropelamento de animais silvestres.
“Infelizmente, muitos filhotes chegam órfãos aos centros de atendimento. Normalmente, eles permanecem agarrados à mãe por um tempo mesmo após a morte, por dependência e busca de segurança e proteção. Além disso, ainda não sabem para onde ir”, detalhou.
Filhote aparece abraçado a bicho de pelúcia
Ainda conforme a ocorrência, o filhote foi recolhido e encaminhado ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Patos de Minas, onde recebe os devidos cuidados.
Imagens divulgadas na segunda-feira (23) mostram o tamanduá bem e abraçado a um bicho de pelúcia, utilizado para oferecer conforto durante o processo de adaptação.
O que fazer em casos de atropelamento
Em casos de atropelamento ou encontro de animais silvestres feridos na estrada, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar de Meio Ambiente, responsáveis pelo recolhimento e encaminhamento desses animais.
Além de garantir os cuidados necessários, essa medida evita práticas ilegais, já que manter ou adotar animais silvestres é crime previsto na Lei nº 9.605/1998. A adoção compromete a reabilitação e dificulta a reintrodução na natureza, colocando em risco tanto o bem-estar do animal quanto o equilíbrio ambiental.

A espécie não está em extinção, mas é classificado como vulnerável no Brasil. Segundo o especialista Bandarra, se o cenário atual de atropelamentos e perda de habitat não mudar, a espécie pode entrar em situação crítica em pouco tempo.
Por: G1