Polícia Civil de Rio Preto (SP) realiza operação para combater crimes cibernéticos no interior de SP e capital — Foto: Polícia Civil/Divulgação
As investigações apontam que o crime ocorreu em 28 de agosto de 2024. Conforme a corporação, a vítima recebeu a ligação de golpistas que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.
Com a falsa justificativa de que a Polícia Federal realizava uma operação para apurar uma invasão hacker em suas contas, os criminosos convenceram a médica a realizar transferências de "proteção" que somaram R$ 1,37 milhão.
Durante a ação, quando a vítima avisou aos suspeitos que a bateria de seu celular estava no fim, os golpistas compraram e enviaram um carregador ao hospital onde ela trabalhava para mantê-la na linha até a conclusão das transações.
O avanço do trabalho investigativo revelou a participação direta dos gerentes bancários no esquema. Segundo a decisão judicial, eles mantinham relacionamento contínuo com a quadrilha e atuavam liberando rapidamente as operações financeiras.
Pela facilitação das transações no caso da médica, a dupla recebeu R$ 100 mil em propina. O valor foi depositado em uma conta indicada por um dos gerentes.
Perícias nos celulares dos envolvidos demonstraram que o grupo operava em larga escala e já havia obtido mais de 50 CNPJs de empresas de fachada para pulverizar os valores roubados em diversos golpes, dificultando o rastreamento do dinheiro pelas autoridades.