O Superior Tribunal de Justiça determinou que o contraventor Rogério de Andrade permaneça preso no sistema penitenciário federal, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
A vítima foi atingida por tiros de fuzil na cabeça, quando chegava ao estacionamento para pegar o carro após retornar de helicóptero da casa de praia, em Angra dos Reis. Os atiradores estavam escondidos em um terreno vazio ao lado do heliporto.
Na decisão, o ministro do STJ Rogerio Schietti Cruz suspendeu os efeitos de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de JAneiro (TJRJ) que havia autorizado o retorno do contraventor ao sistema prisional estadual.
O ministro justificou que há "elementos indicativos da permanência do quadro de periculosidade, notadamente a posição de liderança em organização criminosa, com influência no sistema prisional e em órgãos de segurança pública, além do risco à ordem pública e à instrução criminal”.
Outros dois acusados de participação na execução, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados ao lado de Rodrigo, mas dispensaram suas defesas e uma nova data será marcada para que respondam pelo crime.
Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da execução, foi encontrado morto em 2022.