O filho do casal, João Carlos Garavelo, de 56 anos, contou ao g1 que, cerca de 15 minutos após a morte de Tereza, os sinais vitais de Carlos sofreram uma piora repentina. Ele morreu às 17h, cerca de uma hora após o sepultamento da esposa, que ocorreu às 16h.
"Era como se estivesse aguardando a partida dela para também descansar. Poucas horas depois, ele também faleceu. Para nós, fica a sensação de que o amor deles era tão forte que nem a morte conseguiu separá-los”, comenta o filho.
A história de Tereza e Carlos começou há mais de seis décadas, durante um baile realizado em um terreiro de secagem de café. Segundo o filho, foi amor à primeira vista.
Do encontro, os apaixonados namoraram escondido por três meses, até decidirem que era o momento de se casar. Carlos e Tereza trocaram alianças no dia 15 de maio de 1963 em São João das Duas Pontes. O casal partiu no mesmo mês do matrimônio.
“Foi amor à primeira vista. Dançaram juntos naquela noite, começaram a namorar escondido. A história deles era daquelas que parecem ter saído de um filme. Foi um amor construído com respeito, cumplicidade e dedicação”, comenta o filho.
Ao longo dos anos, construíram uma família formada por dois filhos, três netas e dois bisnetos. Carlos trabalhou como sitiante. Tereza era comerciante. Mesmo já aposentados, continuavam ativos e mantinham a rotina de trabalho.
"A convivência deles era marcada pela parceria. Eram inseparáveis. Compartilhavam alegrias, desafios e construíram uma família baseada no amor e no respeito", comenta o filho.
Por: G1