Segundo outra filha da suspeita, de 23 anos, a decisão de sair de casa partiu dela. A irmã mais nova quis acompanhá-la por causa de desentendimentos frequentes com a mãe.

As jovens relataram que, na terça-feira (19), houve uma discussão entre os irmãos por causa de um ventilador. Durante a briga, a mulher teria ameaçado buscar uma faca para feri-las.
As duas jovens arrumaram as malas para deixar a casa. No entanto, enquanto saíam da residência, a suspeita iniciou uma nova discussão.
Ao perceber que a filha de 16 anos também deixaria a casa, a mulher foi até a cozinha, pegou uma panela com água quente usada no preparo de macarrão instantâneo e lançou o conteúdo contra a adolescente.
A jovem sofreu ferimentos em várias partes do corpo.
Em seguida, usando a mesma panela, a mulher teria atingido a cabeça da filha e puxado a adolescente violentamente pelos cabelos.
As agressões só terminaram após a intervenção das irmãs da vítima.
Segundo a Polícia Militar (PM), após a discussão, a mulher abriu a mala da filha, espalhou as roupas da adolescente pelo chão e jogou água e óleo usado sobre os pertences. Uniformes escolares e de trabalho foram danificados.
Ainda conforme os relatos, ela tentou atear fogo nas roupas com um isqueiro, mas foi impedida pela própria filha.
Durante o desentendimento, a adolescente derrubou o fogão da residência, causando danos ao tampo de vidro do eletrodoméstico.
Aos militares, a mulher confirmou parte das agressões. Ela disse que jogou água quente na filha e danificou os pertences da adolescente durante um momento de nervosismo.
A suspeita também afirmou que faz uso de medicamentos controlados, mas relatou que não havia tomado a medicação naquele dia.
A adolescente foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas constataram queimaduras de primeiro grau na perna e na mão direita, além de dores leves na mão.
Apesar dos ferimentos, ela não precisou ser levada para o hospital.
A mulher foi presa e levada para a delegacia da Polícia Civil em Patos de Minas. O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência.
Por: G1