De acordo com o boletim de ocorrência, o carro estava parado na rua do Carpinteiro, no bairro Planalto, com a chave na ignição e sem sinais do motorista. Dentro do veículo, a Polícia Militar (PM) encontrou uma nota fiscal de compra de um chip de celular. A compra foi feita no sábado (11), em Franca (SP).
Segundo a prima de Jhonni, Anna Julia Garbo, ele trabalha como motorista de aplicativo há mais de um ano, usando carros alugados, e não costuma aceitar corridas longas para cidades vizinhas.
No dia 7 de abril, porém, Jhonni disse ao pai que faria uma corrida até Ribeirão Preto. O trajeto é de cerca de 224 quilômetros e dura, em média, três horas. Ele saiu de casa às 19h e afirmou que faria a ida e a volta no mesmo dia.
No dia seguinte, preocupado com a demora, o pai enviou mensagens. Jhonni respondeu que estava bem.
Em um áudio, ele disse que estava em Ribeirão Preto trabalhando pelo aplicativo. A prima também conseguiu falar com ele ao longo do dia.
De acordo com a prima, o irmão de Jhonni foi a última pessoa a falar com ele, no dia 9 de abril. Em áudio, o motorista disse que ainda estava na cidade, trabalhando, e que aguardava uma corrida para voltar a Campinas.
Depois disso, ele não respondeu mais mensagens nem ligações.
Sem notícias de Jhonni, o irmão procurou a locadora do carro na sexta-feira (10) para fazer o rastreamento. Conforme a empresa, o veículo estava em Franca (SP) naquele dia.
Durante o fim de semana, novas consultas indicaram que o carro continuava circulando pela cidade.
Segundo Anna Julia, na segunda-feira (13), o responsável pelo aluguel informou que o pagamento previsto não havia sido feito. A situação chamou a atenção da família, já que não era comum.
No dia seguinte, o carro foi rastreado em Uberlândia. De acordo com os dados, o veículo percorreu cerca de 56 quilômetros antes de ser abandonado por volta da meia-noite.
O boletim de ocorrência foi registrado na quarta-feira (15).
Anna Julia afirmou que, em Uberlândia, corridas foram feitas pelo perfil de Jhonni no aplicativo. A família, no entanto, não sabe se ele foi o responsável pelas viagens.
Uma câmera de monitoramento registrou a passagem de Jhonni por uma praça de pedágio próxima a Uberlândia.
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito policial para investigar o caso.
O g1 entrou em contato com a Uber, aplicativo utilizado por Jhonni, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
Por: G1