Nuvem-funil 'desenha' o céu e impressiona moradores de cidade mineira
7/01/2026
Embrião de tornado, nuvem-funil em Araguari — Foto: Redes sociais/Reprodução
Uma nuvem-funil foi registrada na tarde de segunda-feira (5) na zona rural de Araguari, no Triângulo Mineiro. O fenômeno, que chamou a atenção de moradores da região, não chegou a tocar o solo e, por isso, não é considerado um tornado.
De acordo com o climatologista William Borges, a nuvem-funil, também conhecida como 'embrião de tornado', costuma ocorrer antes ou durante a formação de tempos severos. “É uma nuvem que começa em rotação. Ela se tem uma rotação e vem formada da base da nuvem", comentou.
Segundo o especialista, a formação desse tipo de nuvem está relacionada à combinação de fatores atmosféricos, como umidade, calor e ventos, que favorecem a rotação do ar dentro da nuvem, dando origem ao formato de funil.
Ainda conforme o climatologista, o fenômeno, isoladamente, não costuma causar grandes danos. No entanto, serve como um indicativo de instabilidade atmosférica.
Apesar da formação impressionante que se desenhou no céu de Araguari, não houve registro de danos ou feridos.
ZCAS atua sobre a região
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que é um corredor de umidade que se estende da Amazônia até o Sudeste, está favorecendo a concentração de nuvens e a ocorrência de chuvas persistentes na região.
De acordo com Borges, até domingo (11), os volumes previstos variam entre 10 mm e 100 mm. O Inmet também emitiu alerta de perigo potencial para chuvas intensas e ventos entre 40 km/h e 60 km/h. O aviso é válido até quarta-feira (7) e abrange municípios do Triângulo Mineiro.
Fenômeno semelhante também foi registrado em Uberlândia no mês passado. Moradores flagraram a formação do embrião de tornado no dia 4 de dezembro de 2025.
As imagens mostram a extremidade da nuvem se alongando em direção ao solo, sem chegar a tocá-lo.
Apesar do susto, fenômeno raramente se torna um tornado — Foto: Caroline Aleixo/g1